2 de agosto de 2015

DIFUSIÓN.

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:
Att,
Jair Krischke - Presidente
Movimento de Justiça e Direitos Humanos
ZERO HORA

Anos de chumbo

O argentino que passou de sequestrador a criador de galinhas em Viamão

Ex-policial federal, integrante de uma lista de 63 repressores acusados de crimes contra a humanidade, Roberto González vivia tranquilamente em um sítio no interior de Viamão até ser capturado no começo deste mês

Por: José Luís Costa
27/07/2015 -

González ao ser preso pelos federais gaúchosFoto: Divulgação / Polícia Federal RS
Em meio a campos e cavalos na zona rural de Viamão, na pele de um modesto criador de galinhas, o ex-oficial principal da Polícia Federal em Buenos Aires Roberto Oscar González, 64 anos, em nada lembrava um repressor que atuou durante a ditadura Argentina (1976 a 1983). De codinomes Federico, Fede e Obdulio, chamado de Gonzalito pelos mais chegados, o ex-policial, capturado pela Polícia Federal (PF) gaúcha, escolhera o Rio Grande do Sul para se esconder da justiça argentina, que busca punir responsáveis por um massacre que fez desaparecer cerca de 30 mil pessoas.
O nome de González consta de uma lista de 63 repressores acusados de crimes contra a humanidade. Por informações que levassem a ele, o governo argentino oferecia R$ 180 mil. A mesma recompensa era estipulada a um colega, o agente federal Pedro Osvaldo Salvia, o Lobo, vitimado por uma doença, no mês passado, aos 63 anos, no Hospital de Viamão. Pesavam contra ambos crimes como sequestros e assassinatos – o mais rumoroso deles, o do escritor e jornalista Rodolfo Walsh.

Em junho de 2005, a Suprema Corte da Argentina anulou duas leis que anistiavam repressores e o Código Penal Militar, abrindo caminho para novos processos na Justiça comum. A opção de González e Salvia foi fugir para o Brasil. González deixou mulher e filha e se estabeleceu em Porto Alegre, onde tinha familiares. Salvia, solteiro, sem irmãos, mulher ou filhos, foi para o Rio de Janeiro.

A propriedade onde González morou sozinho nos dois últimos anos (foto de Mateus Bruxel/ZH)
Vivendo como clandestino (sem regularizar visto) na Capital, mas se apresentando com o nome e documentos verdadeiros, González abriu com parentes uma empresa de importação e exportação de hortifrutigranjeiros chamada Rumonorte, no bairro Jardim Botânico. A firma teria funcionado apenas por alguns meses. Em outubro de 2005, a justiça argentina declarou González e Salvia foragidos, e os nomes foram incluídos na lista vermelha da Interpol (Polícia Internacional). Oito anos depois, foi expedido um pedido de extradição ao governo brasileiro, e o Supremo Tribunal Federal emitiu ordem de prisão preventiva para os dois.
Recluso, González plantava chuchu e também vendia ovos
Agentes do Núcleo de Inteligência da PF gaúcha (representantes da Interpol) souberam que a empresa de González tinha registrado em nome dela um Peugeot 405 vermelho, ano 2005, com placas de Porto Alegre. Apesar de a empresa não operar mais, a Rumonorte seguia pagando o IPVA do carro em dia. A partir de uma multa aplicada ao carro em Viamão, os federais chegaram à propriedade rural em que González vivia no município. No local, funciona um criadouro de cavalos e uma oficina que fabrica touro sobre rodas, equipamento usado em treinamento de laço. González morava, havia dois anos, em uma antiga casa de alvenaria com três quartos, mobília velha e pátio com piscina abandonada. Vivia sozinho, não recebia visitas e pouco saía. Tratava os vizinhos com gentileza e, com ar de sofrimento, se dizia aposentado. Plantava chuchu, tempero verde, criava galinha, vendia ovos e fazia bicos na oficina do dono do sítio. Meses atrás, González havia acolhido Salvia. Vindo do Rio de Janeiro com mal de Parkinson, ele não sabia da morte dos pais, os únicos parentes ainda vivos. González dava comida na boca do amigo. Em 17 de junho, Salvia piorou. González o levou ao Hospital de Viamão, mas Salvia chegou lá sem vida. Temendo ser descoberto, González abandonou o colega na hora da morte. Até este domingo, o corpo seguia no Departamento Médico Legal à espera de um familiar ou responsável para o sepultamento.
Em 6 de julho, González foi preso. Desarmado, não reagiu. Pegou roupas, um livro espírita, R$ 1,5 mil que tinha em casa e foi levado a uma cela da carceragem da PF em Porto Alegre, à espera da extradição. Demonstrou frieza, sem arrependimentos, e o desejo de ficar preso no Brasil. Conhece as cadeias do seu país e, por ser quem ele é, sabe que não seria bem tratado por lá.

Sequestrador argentino consta em processo que apura morte de escritor

González fez parte de grupo que deu sumiço a músico brasileiro

O oficial da Polícia Federal argentina Roberto Oscar González, e o colega dele, Pedro Osvaldo Salvia, fizeram parte do Grupo de Tarefas 3.3/2 (GT 3.3/2), uma subdivisão das equipes da Escola de Mecânica Armada (Esma), organismo da marinha argentina que se notabilizou como maior centro de tortura daquele país, onde teriam sido assassinadas ou sofrido agressões 5 mil pessoas. O local ficou conhecido como "empresa do crime" e "Auschwitz argentina" (em referência ao campo de concentração nazista). Mais tarde, virou um museu.
O envolvimento de González e Salvia com o GT 3.3/2 consta em processo que apura a morte do jornalista e escritor Rodolfo Walsh, do qual a dupla é formalmente acusada. Em 23 de março de 1977, Walsh, 50 anos, foi cercado nas ruas de Buenos Aires, ferido a tiros e levado por cerca de 30 homens para o quartel da Esma. O escritor era autor de uma carta à nação, revelando atrocidades e violações aos direitos humanos cometidos pelos militares no aniversário de um ano do golpe. Além de González e Salvia, outros 10 agentes da repressão são acusados do sumiço de Walsh, entre eles o então tenente Alfredo Astiz, o Anjo Loiro da Morte, e o capitão Jorge "El Tigre" Acosta (chefe do grupo), ambos condenados à prisão perpétua.


Integrante da banda de Toquinho e Vinícius, Tenorinho nunca mais foi visto
Investigações apontam que do mesmo GT 3.3/2 fez parte Claudio Vallejos, torturador argentino preso em Santa Catarina, em 2013, acusado do desaparecimento do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior, o Tenorinho. O músico de 35 anos integrava a banda de Toquinho e Vinícius de Moraes e foi sequestrado após um show da dupla em Buenos Aires, na noite de 18 de março de 1976. O pianista havia saído do Hotel Normandie, onde estava hospedado, para ir a uma farmácia quando foi abordado por quatro homens. Seu corpo jamais foi encontrado. Em entrevistas após ser capturado, Vallejos chegou a admitir que era o motorista do grupo que sequestrou o músico brasileiro.
Jango teria pedido canção de protesto para artistas
Tenorinho foi uma das vítimas da Operação Condor – acordo de cooperação entre militares na América do Sul para exterminar opositores. A decisão de prender o músico teria ocorrido em um intervalo do show, quando uma ilustre figura na plateia, o ex-presidente brasileiro João Goulart, deposto em 1964 e exilado na Argentina, se aproximou dos artistas. Jango teria pedido uma canção de protesto aos músicos. Como resposta, ouviu que falariam com o ex-presidente mais tarde.
Tudo indica que confundiram o pianista com um subversivo porque usava cabelo e barba compridos. Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, que ajudou a família de Tenorinho a obter indenização do governo argentino, suspeita que o real alvo seria Vinícius de Moraes, que havia sido servidor do Itamaraty no Exterior.
– O mesmo grupo fez os dois sequestros. Ele (González) poderia não estar junto na noite que Tenorinho foi preso, mas deve saber o que ocorreu – opina Krischke.
Advogados querem anular extradição
Os advogados gaúchos Rodrigo Mariano da Rocha e Guilherme de Mattos Fontes trabalham para que o Brasil rejeite o pedido da Argentina para extraditar o policial federal Roberto Oscar González. Ambos entendem que González, vivendo há 10 anos no Rio Grande do Sul, tem direito a receber o mesmo tratamento previsto na lei que anistiou agentes da repressão e insurgentes do regime militar no Brasil. Os advogados argumentam ainda que González é um preso político, e, por isso, não poderia ser extraditado. Além disso, os crimes pelos quais é acusado já estariam prescritos.
– O país que pede a extradição deve se submeter ao que é determinado pelo país que acolhe o pedido. A Argentina assinou um acordo para a extradição de Manuel Piacentini (militar uruguaio que vivia em Santana do Livramento, e foi extraditado para Argentina a pedido daquele país por suspeita de ter integrado a Operação Condor) em 2009, no qual não o julgaria por crimes prescritos no Brasil e nem aplicaria pena superior a 30 anos, o máximo no país, em caso de condenação. A mesma regra vale para González – argumenta Fontes. O colega dele garante que o ex-policial federal desconhece o caso do pianista Tenorinho e que não teve envolvimento na morte do jornalista e escritor Rodolfo Walsh.
– González apenas participou do cerco que a polícia organizou na área onde ocorreu a prisão de Walsh. Ele não deve responder por esse crime – afirma Rocha.
Os criminalistas gaúchos vão ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de liberdade para González, e reivindicam que a corte declare inconstitucional o artigo 84 do Estatuto do Estrangeiro – que determina a prisão preventiva enquanto tramita o processo de extradição. Se o pedido de liberdade não for aceito, os advogados querem que González seja recolhido a uma prisão especial por ser policial.
 Envío:AexPPCdba.

DIFUSIÓN.


1 de agosto de 2015

ROSARIO: YA ESTÁ EN LA CALLE EL ESLABÓN

Tirate unas Paso
01/08/2015
eleslabon 206RR
Al compás de un lento minué los candidatos santafesinos ensayan sus últimos movimientos de cara las Primarias Abiertas Simultáneas y Obligatorias del 9 de agosto. En cambio, el rock and roll suena sobre el más movido escenario de las presidenciales, donde la derecha ahora se disfraza de popular para ver si así logra seducir al electorado.
Otros títulos de tapa del semanario El Eslabón
Terapia deportiva
La pelota va al diván
Tras los episodios de violencia previos y pos clásico, que avanzaron de las amenazas a jugadores a movilizaciones a la casa de dirigentes leprosos, una psicóloga y un psiquiatra analizan la “locura” alrededor del fútbol.
De Rosario a Caracas
Chávez no se fue
El Eslabón viajó al Quinto Encuentro Internacional La Economía de los Trabajadores, realizado en Venezuela; y vivió los dilemas que atraviesa la revolución bolivariana y la vigencia de la figura de su fundador.
La devaluación soñada
Industriales argentinos insistieron desde Córdoba con que existe un “atraso cambiario” y reclamaron un dólar más alto. “Cuando al mundo le va mal hay que vivir con lo nuestro”, es la respuesta que bajó desde la Casa Rosada.
Colombia pide justicia
Una fosa común en Medellín con cuerpos NN se convirtió en un símbolo de la lucha por la verdad en un país signado por la violencia. Familiares de las víctimas remarcaron que “allí está enterrado el dolor”.
Ingenio sonoro
El productor y músico Eduardo Vignoli, de larga trayectoria en la escena artística local, evaluó los cambios tecnológicos de la industria. “La computadora cambió la concepción, uno se mal acostumbró a mirar el monitor”, planteó.
El Semanario El Eslabón es producido por la cooperativa de prensa La Masa –también editora de este portal de noticias– y se reparte todos los sábados en los kioscos de diarios y revistas de la ciudad.
Fuente:RedaccionRosario

"MATEN AL RUGBIER" EDITORIAL SUDAMERICANA.

1-8-2015
Desaparecidos
Publicado por Editorial Sudamericana
Cuando la represión y la muerte arrasaron en un club de rubgy

“Maten al rugbier”, del periodista Claudio Gómez, reconstruye una historia de militancia y camaradería, búsquedas e identidades para dar cuenta de la desaparición y asesinato de los 20 jugadores de La Plata Rugby Club entre 1975 y 1978. Adelantamos una parte del primer capítulo, donde se cuenta la historia de Hernán Rocca, acribillado de 21 balazos por la fuerza paramilitar de ultraderecha CNU (Concentración Nacional Universitaria).
Foto:Gentileza Editorial Sudamericana.

Antes del golpe
—Me parece que nos están filmando —se preocupa
Adriana.
—No puede ser... ¡Cómo van a filmar justo este entrenamiento si los muchachos están de gira! ¿A quién se le puede ocurrir venir a filmar hoy? —tranquiliza Hernán.
—Esos tipos, allá, en aquel Torino —dice Pola.
—Olvídense, no pasa nada. Me doy una duchita rápida y vamos al asado.
Hernán Rocca es uno de los pocos jugadores de LPRC que este 27 de marzo transpira las canchas del predio de Gonnet. Sus compañeros de equipo están en medio de una gira de cuarenta días por Europa, pero él eligió quedarse. Dice que prefiere meter materias para terminar Medicina lo antes posible y casarse con Adriana. El plan va bien: a la mañana aprobó Patología con nueve y se sacó de encima una de las materias más pesadas del tercer año de la carre- ra. Por eso Hernán está de buen ánimo y no le importó entrenarse casi en soledad. A la noche, además, tiene un asado con un grupo de amigos en Gonnet, cerca del club. No es un día para estar pendiente de unos desconocidos, un Torino y una filmadora.
Mamberto, el dueño de casa, armó la mesa en la vereda.
***
La noche templada de marzo justifica un asado callejero.
Hernán llega con las dos chicas: Adriana, su novia, y Pola, la novia de Gonzalo Sánchez Viamonte, uno de los com- pañeros que está de gira en Europa. El clima del grupo es relajado, pero ellas siguen inquietas por los tipos del Tori- no. Hasta les pareció que cuando salieron del club los ha- bían seguido. Pero Hernán insiste: “No se preocupen, ¿por qué nos podrían estar vigilando?”. Cerca de la medianoche, cuando del asado no quedan ni las brasas, otra vez aparece el auto, otra vez la inquietud. Y otra vez la indiferencia.
Hernán lleva a las chicas a sus casas en el Ford Falcon azul que le prestó el padre. Primero deja a Pola. Cuando llega al edificio donde vive Adriana, se baja del auto, la acompaña hasta el ascensor y la despide hasta mañana. Está a tres cuadras de su casa. En minutos —supone— estará tirado en la cama, repasando su día. Cuando llega a la puer- ta, en la calle 56 entre 5 y 6, el padre reconoce el ruido del Falcon desde adentro. “Ahí llegó Hernán”, avisa, mientras sigue con los preparativos porque tiene previsto salir para el campo en unas horas. Pero de repente se escucha una fre- nada, un auto que acelera, otro que hace chillar las ruedas. “No era, qué extraño”, se resigna el padre, mientras el eco de los motores se pierde en la noche platense.
Unas horas después los padres de Hernán salen para el campo. La persona más grande que queda en la casa es Mar- celo, el mayor de los hermanos Rocca, de veintitrés años. Lo acompañan su esposa, de diecinueve; su hija Mariana, de siete meses, y la hermana menor, María, de quince. Cuando se levantan a la mañana, les resulta extraño que Hernán no haya vuelto. “Se habrá ido de joda —arriesga Marcelo—. Debe estar festejando que aprobó esa materia”. Cerca del mediodía la posibilidad de una noche de diversión empieza a perder sentido. Hasta que Gloria, una vecina que era como de la familia, irrumpe en el comedor:
—¡Un policía vino a avisarme que mataron a Hernán!
El anuncio paraliza a las chicas. Pero a Marcelo, no; ya que no cree la versión del policía, sino que sospecha que es una maniobra para atraparlo a él. Y tiene motivos: aun- que hace un tiempo dejó la militancia, durante un par de años integró el ERP y es muy probable que haya quedado marcado. “Me están buscando a mí”, balbucea. Entonces le pide a Gloria que entretenga al policía, sube al techo de la casa y se escapa por las terrazas vecinas.
Hay algo de cierto en la sospecha de Marcelo: está mar- cado y lo están buscando. Pero no es verdad que la versión de la muerte de su hermano sea una estrategia para atraparlo. El policía no mintió. Hernán Rocca apareció acribillado con veintiún balazos en una orilla del arroyo El Pescado, en las afueras de La Plata, camino a Magdalena. Lo encontró un vecino de la zona: se acercó porque le llamó la atención el Ford Falcon azul con las balizas encendidas y halló el cuerpo de Hernán, tirado en el suelo y con los ojos vendados. El vecino no advirtió que no había rastros de sangre ni de car- tuchos de balas, no reparó en la evidencia de que había sido asesinado en otro lugar. Enseguida fue a hacer la denuncia a la comisaría de Villa Ponzatti, un anexo de la 8.ª de La Plata.
Es la mañana del Viernes Santo de 1975. Hernán Rocca, veintiún años, estudiante de Medicina, está muerto. Es el primero de los veinte jugadores de LPRC víctimas del te- rrorismo de Estado.
***
Hernán Rocca es una víctima. Es también una caja de cartón azul que atesora un puñado de objetos conservados con amor de hermana. Es una voz grabada en un casete que canta canciones de amor para su novia.
Es una familia destrozada. Es una madre abatida y un padre desconsolado. Es la incertidumbre de no saber por qué.
Es el cinturón de cuero blanco que tenía aquella noche, con marcas de balas y manchas de sangre.
Es además una causa judicial iniciada para iluminar las sombras del pasado. Es rastrear pistas, repasar nombres y retener caras de asesinos.
Es recorrer un diario personal con fotos y recortes que detalla su carrera como jugador de rugby.
Es la mirada culposa del ex compañero de equipo cuan- do dice: “No quiso ir a la gira por Europa, se quedó y lo mataron. Yo viajé en su lugar”.
Es otro ex compañero que dice: “Un balazo fue para él. Los otros veinte, para nosotros”.
Es una hermana que apuesta a la memoria. Es un herma-no al que le cuesta recordar.

***
La carpeta parece uno de esos típicos recuerdos de colegio que guardan las madres dentro de bauleras: dos tapas duras camufladas con papel de revista, tres ganchos y las clásicas hojas rayadas Rivadavia. Tiene los bordes ajados y el forro está un poco arrugado. A simple vista esta car- peta parece proponer un viaje nostálgico por la infancia de un pibe en edad escolar. Pero no. No conserva apun- tes tomados a las apuradas ni exámenes corregidos con rencor. Tampoco abruma con nociones incomprensibles de alguna materia cursada por obligación ni distrae con mapas pintados hasta el detalle. Esta carpeta en realidad es fascinante. Una hoja, cinco, diez, todas están repletas de fotos, recortes y breves anotaciones escritas con caligrafía de novia. Es un diario personal que Hernán Rocca hizo durante sus años de jugador de rugby. Arranca en 1968 y termina en 1974. Estas memorias de tijera y pegamento conservan su pasión.
Antes de hojear el diario de Hernán, yo sabía de su en- tusiasmo por el rugby. Muchos de los que lo vieron en las canchas con la camiseta amarilla me contaron que era un medio scrum implacable, que a fuerza de físico y velocidad se llevaba puesto al que se le colocara adelante. Sabía tam- bién que integró el equipo de LPRC que logró el ascenso en 1972 y el que al año siguiente ganó el tradicional seven nocturno del club Daom. Que era capitán, llegó a ser Pu- mita y tenía futuro de Puma. Estaba al tanto de todo eso, pero tener en mis manos el diario que armó durante seis años fue una manera de descubrirlo.
Este diario es una revelación. Imagino al pibe que con paciencia de coleccionista buscó, recortó y pegó. Me ente- ro de que estas anotaciones se las dictaba a Ana, su novia. Leo que en 1968 salió campeón con la sexta división; en el invierno de 1970 hizo una gira por Bahía Blanca y Tres Arroyos; y en el verano siguiente, mientras estaba de va- caciones con su familia en Mar del Plata, aprovechó para participar de un seven. Este diario era su orgullo.
Hay fotos en blanco y negro de jugadas, otras con el equipo formado, algunas recortadas de diarios. Un título dice que La
Plata venció 8 a 3 a Los Tilos en un amistoso. Otro, que cayó ante San Luis por un tanto. Las páginas siguen. Otra foto, otro comentario. Un recorte del diario El Día, otro de La Gaceta, otro de La Nación. La carrera de Hernán Rocca avanza. “¡Misión cumplida!”, anotó cuan- do LPRC le ganó 9 a 0 a Hurling y ascendió. “Debió ser empate”, justificó cuando perdieron 25 a 23 contra Banco Nación en el debut en primera división. Entre tantos recor- tes y fotos aparece una hoja escrita a máquina con instruc- ciones del entrenador. Hernán la identificó: “Un papel que nos dio Wilkinson para que aprendiéramos algo de rugby y de las funciones de cada jugador”. Además de explicar el desempeño y el entrenamiento específico para cada puesto, el técnico incentivaba la solidaridad, la entrega y el espíritu de equipo.
En una de las hojas del diario aparece pegada una nota de la revista de la Unión Argentina de Rugby. El título dice “Amarillo lindo color”. Describe el XV Seven a Side nocturno de Daom que se disputó el 21 de octubre de 1973. En la final LPRC derrotó al SIC por 16 a 0 y ganó ese torneo por primera vez en su historia. El texto destaca el “estado físico, la capacidad técnica y la adecuada táctica” del campeón.
Me detengo en la foto. Aparecen diez jugadores, cin- co parados y cinco agachados. Están desaliñados, trans- pirados, con los pelos revueltos. La imagen es en blanco y negro, pero puedo detectar el barro sobre la tela amarilla de las camisetas. Recorro las caras: casi todos sonríen. La pose —intuyo— es de bienestar, de confianza. Los imagi- no orgullosos, con la satisfacción del deber cumplido. Me gusta suponer que en ese momento debían imaginar que ese seven sería el despegue, que LPRC ahora sí podía mezclarse entre los grandes del rugby. Casi por instinto repaso los nombres. Entre los diez jugadores aparece Hernán Rocca, por supuesto, acá está. Sigo con los restantes. Reconozco a Mariano Montequín, Otilio Pascua y Santiago Sánchez Viamonte.
Los tres están desaparecidos.
***
¿Por qué?
Hace cuarenta años que la pregunta rebota dentro de la familia Rocca.
¿Por qué?
Todavía no encontraron una respuesta. O no hallaron una respuesta única. Apenas barajan sospechas, posibilida- des, versiones. Algunos que conocieron a Hernán aseguran que militaba en la Juventud Universitaria Peronista (JUP) y que por eso lo mataron. Otros intuyen que lo confundie- ron con Marcelo, el hermano. Están los que garantizan que entre el rugby, la facultad y la novia no disponía de tiempo libre para integrar una agrupación política. Y algunos no pueden explicarse la ingenuidad que tuvo el día que lo fil- maban. Solo especulaciones.
City Bell parece una ciudad en estado de vacaciones permanentes. Calles tranquilas, poco tránsito, casas grandes, espacios verdes, muchos árboles y un centro comercial de pocas cuadras donde hay negocios y barcitos con mesas en la vereda. El clima que se palpa es una réplica del de las ciudades más serenas de la costa. En una de esas casas vive Araceli, una de las hermanas de Hernán Rocca. Ahí, en medio de esa calma de provincias, me dedica una tarde para recordar lo que más le duele. “Ayer estuve en una audiencia del juicio por La Cacha. Todavía no me puedo reponer”, me recibe. Así y todo evita cualquier reparo. Acepta escarbar, traer al presente el dolor de su pasado.
Desde aquel marzo de 1975 la familia Rocca quedó des- trozada. Ebert, el padre, se recluyó en el campo durante meses. Martina, la madre, se quedó en La Plata con María, la hija más chica. Araceli, que ya se había casado, vivía en Venado Tuerto. Marcelo, el mayor, se exilió en España. Hasta una tía le prohibió a uno de sus hijos que fuera a la universidad a estudiar Medicina porque era la carrera que había cursado Hernán. Ese desmembramiento fami- liar generó además un profundo silencio. De aquello no se hablaba. El recuerdo era demasiado doloroso. La negación
duró más de treinta años. Recién en 2006, cuando los tres hermanos iniciaron una causa judicial, en la familia se vol- vió a hablar de Hernán.
La gran intriga de Araceli es si su hermano menor mili- taba o si en realidad lo asesinaron porque lo confundieron con Marcelo. Cuando pudo superar los años de silencio, se animó a hablar con Jorge, un muchacho que era amigo de Hernán. En realidad lo entrevistó, porque Araceli es profesora de Lengua y Literatura y tiene planeado escri- bir un libro con la historia de su hermano. Ella sabía que Hernán había ido al velatorio de Perón, que llegó a dar inyecciones en las villas y poco más. “Era muy reservado con sus cosas”, justifica. Pero en ese encuentro tardío se enteró de episodios que ni sospechaba. Jorge le contó que con Hernán iban los sábados a un curso de Introducción a la Realidad Nacional en una unidad básica peronista. Te- nían la intención de participar, comprometerse e intentar algún cambio en la sociedad. Hasta que un día vieron a una chica en la terraza con una ametralladora y Jorge se asustó. “Hasta acá llego”, dijo. La respuesta de Hernán fue termi- nante: “Sigo un poco más, a ver qué pasa”. Desde ese día dejaron de verse.
El mayor indicio que tiene Araceli del compromiso político de Hernán es que renunció a aquella gira por Europa. A pesar de que era el capitán del equipo, eligió quedarse. Aunque ya había pagado buena parte de los pasajes, eligió quedarse. Aun a costa de resignar aventuras con sus me- jores amigos, eligió quedarse. El argumento de que quería aprobar materias para casarse sorprendió a la familia en aquel momento. Ahora lo interpretan como una posible excusa para encubrir la militancia.
Araceli también rastreó a ex compañeros de la universidad, pero ninguno confirmó nada. En esa búsqueda de respuestas solo pudo juntar pistas, indicios y rastros de un pasado que le ofrece demasiadas dudas para su dolor. Se cruzó también con muchachos que están convencidos de que Hernán militaba. Raúl Barandiarán, por ejemplo. Era compañero de rugby y militante de un partido de izquierda. Fue el que se sumó a la gira por Europa cuando Hernán decidió no viajar. Y dice: “Aunque muchos de sus familiares no lo supieran, militaba en la JUP”.
La versión de que lo confundieron con el hermano tam- poco termina de cerrar. Se sabe que hubo personas que fueron detenidas, torturadas y hasta asesinadas cuando en realidad buscaban a otra. Pero en principio Hernán y Mar- celo no tenían un parecido físico notable. Además Hernán andaba siempre en el Falcon azul del padre, mientras que Marcelo no se bajaba de su Ami 8 rojo. Es difícil sospechar entonces que los asesinos que siguieron a Hernán antes de atraparlo se pudieran haber confundido.
Fuente:Infojus

LA RIOJA: EL PRÓXIMO 6 DE AGOSTO COMIENZA JUICIO ORAL POR NUEVA CAUSA.

30/07/2015
Están imputados, entre otros, Luciano B. Menéndez y el ex juez Roberto Catalán
La Rioja: El próximo 6 de agosto comienza el juicio oral por una nueva megacausa

Roberto Catalán, ex juez federal que cumple prisión preventiva en una cárcel común
El Tribunal Oral Federal de La Rioja comenzará a juzgar el 6 de agosto a los imputados en la megacausa por crímenes de lesa humanidad cometidos en esta provincia durante la última dictadura, entre ellos Luciano Benjamín Menéndez, por entonces jefe del Cuerpo III de Ejército y el ex juez federal Roberto Catalán. Integran el Tribunal los jueces Juan Carlos Reynaga, Carlos Jimenez Montilla, Carlos Eduardo Casas y Mario Eugenio Garzón, mientras que representará al Ministerio Público el fiscal Rafael Vehils Ruiz.
También acusarán las querellas de las secretarías de Derechos Humanos nacional y provincial, junto a Viviana Reynoso, Maria Reynoso y Miguel Angel Morales, en representación de víctimas y familiares.

Los acusados por delitos de homidio y asociación ilícita, entre otros, serán representados por integrantes de la Defensa Pública Oficial y por los abogados Juan Carlos Pagotto, Rubén Blanco, Adrián Vedia y Ricardo Chamía.

Están imputados, además de Menéndez y Catalán, José Flix Bernaus, Renardo Sanchez, Eulogio Vilte, Eliberto Goenaga, Hugo Norberto Maggi, Pedro Jesús Ledesma, Miguel Chiarello, Luis Fernando Estrella, Leonidas Moliné, Nicolás Granillo, Miguel Angel Ramaccioni, Roberto Ganem, José Chelito Gay, Francisco Pinto, Ramón Rearte y Luis Zárate.
Fuente:Telam

CÓRDOBA-MEGACAUSA LA PERLA: DIETRICHS "NO ME ARREPIENTO DE NADA DE LO QUE HICE".

Diedrichs: "No me arrepiento de nada de lo que hice" 
Viernes 31 de Julio
Ayer declaró el imputado Luis Gustavo Diedrichs en el juicio por los crímenes de lesa humanidad cometidos en Córdoba. 

La nueva audiencia en el juicio que juzga los crímenes de lesa humanidad cometidos en Córdoba durante la última dictadura cívico militar comenzó ayer con las palabras del imputado Luis Gustavo Diedrichs, alias “León” “Von Diedrichs”, oficial de Inteligencia del Ejército, quien como Capitán estuvo destinado en el Destacamento de Inteligencia 141 desde 1973 y hasta principios de 1977.

Ante el Tribunal Oral Federal 1, Diedrichs desconoció al tribunal que lo juzga y desestimó a los testigos que, según él, están entrenados sólo para sensibilizar al público.

"No me arrepiento de nada de lo que hice y estoy orgulloso de ser parte del Ejército Argentino", sostuvo el militar que está imputado por 676 delitos, entre ellos 249 privaciones ilegítimas de la libertad, 234 imposiciones de tormentos agravadas y 179 homicidios calificados.

También hizo uso de la palabra otro imputado, José Hugo Herrera, quién se desligó de los hechos que se le imputan.

En cuanto a los testigos de la jornada, declaró Marta Elena Roldan hermana de crianza José Nicolás Brizuela, secuestrado de su domicilio el 24 de octubre de 1976. Brizuela estuvo detenido en los centros clandestinos de detención Campo de la Ribera y La Perla y aun continúa desaparecido.

Finalmente declaró Marta Inés Suarez, por la desaparición de su esposo José Ricardo Cepeda asesinado agosto de 1975. Según su testimonio, el 20 de agosto del 75 Cepeda debía presentarse a la jefatura de policía para reincorporarse a la fuerza y no fue vuelto a ver.

Luego de escuchar a los imputados y los testigos, el TOF1 pasó a un cuarto intermedio hasta el martes 4 a las 10 de la mañana.
Fuente:ElArgentinoCdba.










1-8-2015
Lesa Humanidad
En el centro clandestino cordobés fueron asesinados entre 2.500 y 3.000 personas
La Ochoa, la estancia de Menéndez que fue una extensión de La Perla

La casa de fin de semana del comandante del Tercer Cuerpo, a pocos kilómetros del centro clandestino La Perla, fue también un reducto de desaparición, tortura y fusilamientos durante la dictadura. Pero todavía se sabe muy poco de lo que pasó en ese predio. Infojus Noticias viajó hasta el lugar acompañado de Luis Gerchunoff, hijo de Salomón, uno de los dirigentes más importantes del Partido Comunista de Córdoba que estuvo secuestrado allí.
Por: Laureano Barrera
Fotos:Leo Vaca
Una radio a todo volumen astilla el silencio habitual de la sierra cordobesa y Luis Gerchunoff tira por la ventana la colilla de un cigarrillo. Está inquieto. Con 53 años, se dirige por primera vez a la estancia “La Ochoa”, donde Luciano Benjamín Menéndez mantuvo cautivo, torturado, desecho, a su padre Salomón Gerchunoff. Lo acompañan un capitán del Tercer Cuerpo de Ejército, su chofer, y un equipo de Infojus Noticias que ha llegado hasta ese lugar, a ocho kilómetros del centro clandestino La Perla.

La “Casa de piedra” –como la llaman los lugareños- se alcanza tras unos 12 kilómetros de camioneta por sendero de tierra. El casco, donde el ex general Menéndez descansaba y montaba a caballo los fines de semana, surge de repente entre espinillos, mollares y algarrobos blancos, como una aparición medieval. Es una casona de tres plantas y paredes íntegramente en piedra, con la suite más alta en torre, coronada con un escudo de armas, portones de hierro y una pileta alimentada por un arroyo natural.

—Pudo haber sido acá— murmura Luis, ya en el lugar, asomado en puntas de pie a una de las ventanas que dan al subsuelo. Hay dos habitaciones de servicio  comunicadas con una cochera. Camina por el perímetro pero no puede entrar: a pesar de la autorización del juzgado federal de instrucción 3 de Córdoba, a cargo de Miguel Hugo Vaca Narvaja, el capitán designado por el coronel Juan Domingo Gómez Olmos no tiene la llave.

El predio del Ejército es tan grande que ocupa una superficie similar a la ciudad de Córdoba. De las 14.000 hectáreas que ocupa, 11.000 están afectadas a la Reserva Natural de Defensa de la Calera. Hoy en día es un campo de adiestramiento militar. En el mismo predio, a una decena de kilómetros de distancia, está La Perla, el campo de concentración más grande de la provincia, donde fueron asesinados entre 2.500 y 3.000 personas.
—María, una de mis hijas, ayer me preguntó por qué venía, si no me iba a hacer mal –cuenta ahora Gerchunoff-. Y yo le decía que no, que tengo que dejar de imaginarme el lugar por dónde pasó mi padre, y su abuelo: volverlo tangible. Así uno va cerrando incertidumbres.

Rumores y misterio
Durante el juicio oral por los crímenes de La Perla, que lleva más de dos años de audiencias, muchas veces se mencionó a la estancia La Ochoa. Pero los recuerdos siempre son difusos y están rodeados de misterio. El primero en nombrar el predio fue Héctor Ángel Teodoro Kunzmann, el 7 de marzo de 2013. Cuando le preguntaron por “la casa de piedra”, Kunzmann respondió que “sabía de la existencia de ese lugar, nunca estuve, pero escuché que cuando llevaron algunos abogados de derechos humanos o del PC habían usado ‘la casa de piedra’”.

Esa fue la historia que asomó, por episodios, en el juicio: un grupo de abogados comunistas llevados para tratar cara a cara con Menéndez.

Otros testigos fueron agregando datos: María Patricia Astelarra habló de una matanza de cuarenta prisioneros en enero o febrero de 1976. Cecilia Suzzara habló de un campo de simulación donde los soldados eran engañados haciéndolos creer que estaban en manos del enemigo. Pero quién dio el relato más espeluznante José Julián Solanille, un arriero que habitaba los campos del Tercer Cuerpo: “Vi a Menéndez dándole órdenes (a un batallón de fusilamiento) para que dispararan a las personas. Yo estaba escondido con un amigo en una lomita y pudimos verlos. Eran más de cien jóvenes, muchos con los ojos tapados, con las manos atadas... Otros hasta los pies atados tenían. Les disparaban y caían en un pozo que les habían hecho cavar".

El 21 de octubre de 2014, el Equipo de Antropología Forense encontró huesos astillados y quemados, partes de cráneos y un pedazo de tela de color blancuzca en los viejos hornos de cal, un kilómetro más arriba de la ubicación de la estancia. Después del cotejo de ADN, se determinó que se trataba de Lila Rosa Gómez Granja, Alfredo “Freddy” Sinópoli –novio de Lila-, Ricardo Saibene y Luis “Lucho” Santillán. Eran cuatro estudiantes desaparecidos la mañana del 6 de diciembre de 1973.

Viaje al fin de la noche
A Salomón Gerchunoff, abogado que defendía a obreros y presos políticos, lo detuvieron una noche de mayo de 1977. Se bajaron de siete a nueve hombres, de civil, y desenroscaron el foco del palier. Beatriz, la mayor, se estaba bañando. Roberto estaba en su habitación. Luis, Ana y Nora pasaban el tiempo. Salomón estaba en casa porque se había esguinzado el tobillo jugando al fútbol y le habían ordenado reposo. Luis escuchó el timbre y algo intuyó. Tenía 15 años.
—Policía Federal— dijeron.
Le avisó a su padre. Que los hiciera pasar, le respondió Salomón. Los hombres se quedaron en el living hasta que llegó el jefe de familia, rengueando. Estaban tranquilos.
—Doctor, nos va a tener que acompañar.
Uno mostró una credencial. Salomón pidió unos minutos para vestirse. Aceptaron.
— ¿Por qué renguea?
La explicación los conformó. Uno lo acompañó hasta la habitación mientras otro revisaba cansinamente la casa. Cuando se retiraban, sus cinco hijos se agolparon alrededor de los intrusos, preguntando dónde lo llevaban y cuándo lo iban a volver a ver.
—Ya van a tener noticias de él.
Un rato más tarde volvieron a allanar la casa, ahora con más ímpetu: buscaban armas.

El trato amable contra Gerchunoff se terminó a bordo del auto. Lo vendaron y lo golpearon. Según la narración de Salomón –la volcó en una denuncia civil de daños y perjuicios-, lo llevaron unas horas a La Ribera y después a La Perla, donde estuvo unos 50 días. “Nunca contó demasiado. Después nos fuimos enterando de simulacros de fusilamiento y de lo tremendo de los traslados”, cuenta ahora su hijo. Las noticias llegaron en la navidad del ’77, cuando el director de la penitenciaría de San Martín reconoció que estaba preso allí. Después pasó por distintas cárceles –San Martín, Sierra Chica, La Plata, Caseros, otra vez La Plata-: cada traslado era una tortura brutal. En 1981 lo dejaron en libertad.
A Gerchunoff le habían avisado unos minutos antes que iban a apresarlo. Estaban amenazados por la Triple A, y habían descubierto que “Cacho” de la Peña, un compañero de militancia, no había muerto durante un robo sino a manos de personal del Tercer Cuerpo. Cuando recibió el llamado, Gerchunoff dudó qué hacer, pero finalmente se quedó porque si no lo encontraban a él se iban a llevar a sus hijos. Sólo pudo avisarle a su mujer Eva Maltz, arquitecta y comunista, que no volviera.
—Creo que todo el tiempo que mi padre estuvo en La Perla estuvo ahí— dice ahora Luis, sin certezas, casi pensando en voz alta—. Él nunca contó.

El sótano
Salomón preservó a su familia del martirio del cautiverio, y de lo que pasó en el sótano hediondo de la estancia de Menéndez. Quien sí lo relató fue Piero Di Monte, uno de los sobrevivientes que más tiempo pasó secuestrado por el Tercer Cuerpo, primero para el libro “La Perla” -escrito por los periodistas Alejo Gómez Jacobo y Ana Mariani- y después en una declaración judicial estremecedora que duró más de seis horas.
— Yo lo vi a Gerchunoff. Estaba en muy mal estado, maltratado, en un camastro en La Ochoa.
Di Monte había sido llevado a La Ochoa para asistir al chef en una cena que ofrecía el dueño de casa. Piero recordó que allí encontró a otros secuestrados, Osvaldo Pinchevsky y Gustavo Contepomi, y que cambió con ellos algunas palabras. Después le ordenaron que juntara pasta con carne en un plato y la llevara a un cuarto cerrado del subsuelo. Allí, tirado sobre una cama, vio a Salomón Gerchunoff.
—Le di de comer en la boca y hasta le acaricié el pelo. Le dije ‘no tenga miedo, no lo van a matar’. El me miró con cara de no entender. Lo que él no sabía es que tal vez de la estancia salía. De La Perla no.
Salomón Gerchunoff murió en 2002, después que su esposa y antes de la reapertura de los juicios. Hoy su hijo lo recuerda como un hombre recto y parco.
—Era un tipo de campo, judío. Digno, dignísimo. Expresaba el afecto de una manera muy particular. Para él vos tenías que estudiar, militar y trabajar. El partido para él era prioridad uno; después venía la familia.

La biblioteca oculta
En 1980, trastornada por la ausencia forzada de su esposo y casi en bancarrota, Eva decidió vender la casa del Parque Vélez Sarfield de dónde se habían llevado a Salomón. Habían tenido que dejar hasta la perra. En una baulera del baño, disimulada con una pared falsa, habían empotrado la biblioteca familiar. El nuevo comprador nunca les había permitido recuperarla. En 2008, una inquilina que había oído rumores de su existencia, se cruzó por casualidad a una de las hermanas y los invitó a señalarla.
Veintiocho años después, los hijos y los nietos de Salomón buscaron el tesoro olvidado en el doble techo del baño. Entre las piezas reaparecidas hubo una que hizo lamentar mucho a Luis la partida de su padre. Un folleto con la “Oda a la mariposa” y la “Oda a la pantera negra” de Pablo Neruda, impresa en 1956. Ese año, en plena dictadura de Lonardi, el poeta chileno se había exiliado en una legendaria estancia de Totoral, frecuentada también por Gerchunoff.
Luis exhibe ahora el ejemplar 44 de una edición de medio millar. Lleva la firma de puño y letra de Neruda, y una dedicatoria. Está orgulloso.
—Uno se lo dedicó a mi papá.

Fuente:Infojus

MENDOZA: MEGAJUICIO "LO MAS FUERTE FUERON LOS ATAQUES SEXUALES".

Lesa Humanidad 
Megajuicio: “Lo más fuerte fueron los ataques sexuales” 
Viernes, 31 de Julio de 2015 

El abogado de la Fiscalía de Derechos Humanos que lleva adelante los juicios por delitos de lesa humanidad, Leandro Fornés, habló con Radio Jornada sobre el estado del proceso que comenzó en febrero de 2014.

Describió que lo más impactante de los testimonios, fueron las formas de tortura. Para referirse al avance del IV juicio por delitos de lesa humanidad que se lleva a cabo en Mendoza desde febrero de 2014 contra más de 40 procesados, dialogó con el programa ‘Agendalo Para que Nada te Sorprenda’ de Radio Jornada (FM 91.9), Leandro Fornés, abogado miembro de la Fiscalía de Derechos Humanos.

“Estamos en la etapa de recopilación de testimonios por parte de la Fiscalía, que es la más larga del juicio”, explicó el letrado que forma parte del equipo que encabezan los magistrados Dante Vega y Daniel Rodríguez Infante.

Es que está previsto que presten declaración más de 600 personas (ya lo hicieron cerca de 400), entre testigos y víctimas, en el debate que entre más de una treintena de acusados pertenecientes a las fuerzas de seguridad, se juzga también las actuaciones de los ex magistrados federales Luis Miret, Guillermo Max Petra Recabarren, Rolando Evaristo Carrizo y Gabriel Guzzo, además del ex camarista Otilio Romano. Fornés detalló que el mote de “Megajuicio” llegó debido a que tras dos años de investigación y recopilación de datos, la Justicia provincial determinó acumular todas las causas contra los acusados de complicidad con el terrorismo de Estado en Mendoza, y debatirlas en un solo proceso que en breve comenzará con su etapa de alegatos.

En ese sentido, el abogado destacó que será imposible que todos los imputados declaren sobre cada causa y que el Tribunal podrá llegar a una sentencia con la exposición de algunos de ellos. Las pruebas que los incriminan son tan fuertes que será inútil extender en el tiempo el desenlace.

Pese a que ya ha transcurrido más de un año y medio de audiencias, los escalofriantes testimonios de las víctimas no dejan de helar la sangre de los fiscales. Si bien no ahondó en detalles por “el morbo que rodea a las tantas formas de tortura”, Fornés no dudó en señalar que lo que más le impactó fueron los ataques sexuales que sufrieron los detenidos durante la dictadura.

“A pesar que no es una novedad que tanto hombres como mujeres eran sometidos a distintas vejaciones, por primera vez se ventilan de una forma tan cruda”, resaltó.

En cuanto a la responsabilidad que les cabe a los jueces y camaristas federales, Fornés consideró que “como funcionarios de la Justicia, eran quienes podían investigar algo y no lo hicieron”. “Con su silencio y complicidad consintieron lo que sucedió”, concluyó.

Las testimoniales continuarán el próximo lunes 3 y martes 4 de agosto en la sala debate del Tribunal Oral Federal en lo Criminal Nº1.
Fuente:Jornada.online





29/07/2015
También dio testimonio quien fue llevado detenido dos veces a la D2 de Mendoza
La misteriosa desaparición de un obrero y de una joven del grupo del padre Macuca

El padre Macuca. Un adelantado de la opción por los pobres. 
La desaparición de Zulma Zingaretti, una militante católica del grupo del recordado padre jesuita José María Llorens que cumplía su labor en el barrio San Martín; la de un jornalero, Manuel Oviedo, al que no se le conocía actividad política y cuyos restos aparecieron nueve meses después en la sierra, y el testimonio de un alumno de la UTN que fue detenido dos veces (la primera a causa de que "entre los estudiantes había informantes") y en ambas llevado a la siniestra D2 de la policía mendocina ocuparon hoy la audiencia del IV juicio por delitos de lesa humanidad que se sustancia en Mendoza.

Luis Pasardi fue detenido en dos oportunidades durante la dictadura y en ambas fue conducido a la siniestra D2 de la policía mendocina. Al declarar como testigo en la audiencia del IV Juicio por delitos de lesa humanidad que se realiza en los tribunales federales de Mendoza dijo que la primera detención fue a fines de 1976, cuando estudiaba en la UTN y a consecuencia del golpe cívico-militar "había mermado drásticamente" la actividad política y "entre los estudiantes había informantes". y la segunda en 1979 a causa de una redada callejera. También declaro Azucena del Valle Oviedo sobre el secuestro y asesinato de su hermano Manuel Oviedo, que tenía 28 años y trabajaba en una fábrica de conservas.

La noche de su primera detención, un grupo de civiles arribaron a su vivienda y sin darle explicaciones, lo llevaron al centro clandestino de detención D2, donde fue interrogado sobre su ex cuñado, Rubén Ricci, quien tras realizar un trámite en el Palacio Policial, también había quedado detenido.

El testigo recordó que en el interrogatorio negó el vínculo para proteger a su hermana, pero a pesar de esto, pasó tres días en cautiverio.

Este antecedente influyó en su segunda detención producida en 1979, ocasión en que las fuerzas policiales realizaban un operativo de control de tránsito en la montaña con la orden de detener "a todos los autos blancos", y él se movilizaba en un auto de ese color, por lo cual volvió al D2.

"Mucha gente estaba detenida sin pertenecer a ninguna agrupación", recordó Passardi, quien además expresó que a los tres uniformados implicados en sus detenciones pudo reconocerlos posteriormente cumpliendo otras funciones fuera de la fuerza.

Luego declaró Azucena del Valle Oviedo sobre el secuestro y posterior asesinato de su hermano Manuel Oviedo, que tenía 28 años, trabajaba temporalmente en una fábrica de conservas, y vivía con sus padres en San Martín, localidad ubicada a unos 40 kilómetros al este de esta capital provincial.

El 12 de agosto de 1975 Manuel salió temprano de su casa y al llegar a la ruta 60 fue interceptado por un vehículo con cuatro personas a bordo.
"Pasaron los días y recién a los nueves meses pudimos encontrarlo, pero sólo encontramos sus huesos", relató Azucena y agregó: "Su cuerpo apareció camino a Ñancuñam (un paraje rural alejado), con un tiro en la nuca".

La familia Oviedo tomó conocimiento sobre el fatídico desenlace por intermedio de una persona que vio la fotografía de Manuel entre las personas fallecidas anunciadas en la morgue. "Nunca tuvimos respuestas de nadie. Nunca nos pudieron decir qué pasó, quién lo llevó, nada", expresó Azucena.

Manuel no tenía actividad política conocida pero al parecer se había ganado el encono de un comisario porque una señorita que trabajaba en muna whiskeria se prendó de él.

Por último, prestó testimonio Humberto Emilio Zingaretti sobre el secuestro y posterior desaparición de su hermana Zulma, quien en 1976 tenía 27 años, estaba finalizando sus estudios y realizaba tareas sociales junto al recordado cura José María Llorens, más conocido como "el padre Macuca".

“No tenía una formación política, pero tenía mucha sensibilidad social”, expresó Humberto y recordó que antes de producirse el golpe cívico militar, Zulma había brindado refugio a un matrimonio de exiliados políticos de Chile.

El 2 de agosto de aquel año, un grupo de uniformados irrumpió en la vivienda que habitaba Zulma y su madre, y por declaraciones aportadas posteriormente por una vecina, su hermano reconstruyó aquel operativo, donde tras reducirlas violentamente, Zulma fue secuestrada.

El 17 de mayo de 1978 el nombre de Zulma apareció junto al de otras personas desaparecidas en un artículo publicado en Diario La Prensa, de Buenos Aires, material que fue aportado como prueba a la causa.
Fuente:Telam

A los 91 años, "Chicha" Mariani utiliza Facebook para tratar de localizar a Clara Anahí.

29/07/2015
Nuevamente, publicó fotos de Daniel y Diana, padres de la niña apropiada
A los 91 años, "Chicha" Mariani utiliza Facebook para tratar de localizar a Clara Anahí

Diana Teruggi: Cubrió a su hija con su cuerpo. La acribillaron por la espalda.
La Abuela de Plaza de Mayo María Isabel Chorobik de Mariani, más conocida como "Chicha", publicó en su cuenta de Facebook cuatro fotos de su hijo y de su nuera para que su nieta Clara Anahí, apropiada a los 3 meses de vida durante la última dictadura militar y a quien busca desde hace 39 años, las vea, se reconozca en la fisonomía de sus padres y le despierte el deseo de recobrar su identidad. "Mi querida Clara Anahí, ellos son tus padres Diana Teruggi y Daniel Mariani", explica "Chicha" junto a la publicación de cuatro fotos en blanco y negro donde se ve a su hijo y a su nuera.

Dos de las fotos muestran a la pareja, sonrientes, en una reunión familiar y en una jornada de pesca; la tercera foto es un primer plano de Daniel Maniani y la cuarta un primer plano de Diana Teruggi.

La anciana, desde hace más de un año usa su muro de Facebook para tratar de localizar a su nieta apropiada por los represores en noviembre de 1976, luego de un operativo de fuerzas conjuntas en la vivienda que habitaba el matrimonio en La Plata, donde resultó asesinada Diana Teruggi y cuatro militantes más.

"Vos naciste en la ciudad de La Plata el 12 de agosto de 1976. A los 3 meses, el 24 de noviembre, las fuerzas armadas te sacaron de tu casa y fuiste entregada a otra familia", cuenta esta "ciber-abuela" de 91 años.

Le ruega "por favor, revisá tus fotos y comparalas. Buscate de cuando eras una beba, alguna foto debes tener, y mirá si te encontrás parecida con las que están puestas en mensajes anteriores". "Mientras tanto te sigo buscando mi amor...mi Clarita", finaliza "Chicha".

El 24 de noviembre de 1976 fuerzas militares y policiales atacaron la vivienda de Diana Teruggi y Daniel Mariani, ubicada en las calles 30 entre 55 y 56 de La Plata. En el lugar fueron asesinados Diana Teruggi y cuatro compañeros de militancia: Juan Carlos Peiris, Daniel Mendiburu Elicabe, Roberto Porfirio y Alberto Bossio.

Diana fue acribillada por la espalda y cayó cubriendo con su cuerpo a su pequeña hija Clara Anahí, que fue secuestrada por los represores y hasta el momento no pudo ser recuperada. Daniel Mariani no estaba en la propiedad al momento del ataque, pero fue asesinado en agosto de 1977.

En la casa, declarada Sitio de Memoria del Terrorismo de Estado, funcionaba una imprenta que publicaba la revista "Evita Montonera", donde se denunciaron por primera vez las desapariciones de personas, los "vuelos de la muerte" y la existencia de centros clandestinos de detención.

La propiedad exhibe hoy en su frente varios orificios de bala que impactaron durante el ataque de las fuerzas conjuntas de la dictadura y un enorme boquete provocado por un proyectil de tanqueta que atravesó esa pared y otra del interior, revelando la saña empleada por los represores.
Fuente:Telam

ENTRE RÍOS:REALIZAN ACTIVIDADES DE ACOMPAÑAMIENTO A PARTICIPANTES DE JÓVENES X LA MEMORIA.

Realizan actividades de acompañamiento a participantes de Jóvenes x la Memoria 
La actividad iniciará este jueves 30 a las 8.30, en la Escuela Nº 15 De La Baxada del Paraná y continuará a lo largo de dos semanas.

Capacitadores de la Dirección de la Juventud de la Municipalidad de Paraná, la Subsecretaría de Derechos Humanos de la Provincia e H.I.J.O.S. Regional Paraná recorrerán las escuelas de la capital entrerriana que participan de la VI Edición del Programa Jóvenes x la Memoria.

El objetivo de los encuentros es brindar apoyo y acompañamiento y realizar un seguimiento de los grupos de trabajo de cada establecimiento educativo.

La actividad iniciará este jueves 30 a las 8.30, en la Escuela Nº 15 De La Baxada del Paraná y continuará a lo largo de dos semanas.

En ese marco serán visitadas las escuelas Nº 6 Lomas del Mirador, el Instituto Privado Michelangelo, la Escuela Nº 52 Gaucho Rivero, la Escuela Normal José María Torres, el Instituto Privado High School, la Escuela Nº 1 Comercio Justo José de Urquiza, el Centro Municipal de Formación y Perfeccionamiento Néstor Kirchner y la Unidad Penal Nº 6.

Esta tarea en cada institución se suma a las jornadas de capacitación que se llevaron a cabo en mayo, junio y julio en Gualeguaychú, Gualeguay, Galarza, Victoria, Nogoyá, Diamante, Villaguay, Ubajay (Departamento Colón), Concepción del Uruguay, Santa Elena, Rosario del Tala y Concordia, donde participaron estudiantes de Feliciano, Federación, Chajarí y San Salvador.

Jóvenes x la Memoria es un programa que propone el abordaje de la historia reciente. En ese marco docentes y estudiantes trabajan sobre el eje principal Dictadura Cívico- Militar y Democracia, con el fin de compartir lo investigado durante el año en un soporte artístico al cierre del Programa.

El Programa Jóvenes x la Memoria está organizado en conjunto por Hijos e Hijas por la Identidad y la Justicia contra el Olvido y el Silencio (H.I.J.O.S.) Regional Paraná, la Asociación Gremial del Magisterio de Entre Ríos (AGMER) Central, el Área Joven de la Comisión Administradora para el Fondo Especial de Salto Grande (CAFESG), la Dirección de la Juventud de la Secretaría de Derechos Humanos, Salud y Educación de la Municipalidad de Paraná, el Ministerio de Cultura y Comunicación de Entre Ríos, la Subsecretaría de Derechos Humanos de la Provincia, el Registro Único de la Verdad (RUV), el Área de Educación y Memoria del Consejo General de Educación (CGE), la Coordinación de Organizaciones Estudiantiles del CGE, la Secretaría de la Juventud de Entre Ríos, la Facultad de Humanidades, Artes y Ciencias Sociales de la Universidad Autónoma de Entre Ríos (UADER) y el Área de Educación y Memoria de Entre Ríos.
Fuente:DiarioUnoER

RAFAELA-SANTA FE: COLOCARÁN BALDOZONES POR EX P.P.

Rafaela: Colocación Baldozones Ex Presos Políticos
Por Espacio Verdad y Justicia por Silvia Suppo - 
Jul. 29, 2015 
El domingo 2 de agosto a las 15 hs. En la Plaza de la Memoria del barrio Villa Podio se colocarán los baldozones de los militantes populares detenidos durante la última dictadura:
Rafaela: Colocación ...
Elías Sánchez
Elbio Pedro Giovannini
Holmes “El Pelado” Barreto
Ignacio “Veco” Aguirre
Jorge Destéfanis

Esta actividad es parte de un trabajo de recuperación de la historia más reciente y una reivindicación del trabajo social sostenido por los militantes rafaelinos en la década del 70.
En el marco de esta mateada actuará la murga QUE MAS QUERES.

MENDOZA: LEIVA CALIFICÓ DE "CANALLADA" LAS ACUSACIONES.

Lesa Humanidad: Leiva calificó de "canallada" las acusaciones 
Un testigo lo involucró en la causa en que se investiga la desaparición de Adriana Bonoldi. 
Judiciales
31 de Julio de 2015

El exjuez Leiva, involucrado por una testigo. (Foto Nacho Gaffuri / MDZ)
"Es una canallada, una falsedad inventada después de 40 años". De esta manera, el exjuez Luis Leiva se refirió a las afirmaciones de un testigo que durante el juicio por delitos de lesa humanidad que se desarrolla en Mendoza lo involucró en la desaparición de su hermana. 

En este sentido, Nino Bonoldi, hermano de Adriana Bonoldi, dijo que el exmagistrado, destituido en 2002 por "mal desempeño en sus funciones", le comentó a un allegado de la familia: "Están esperando que dé a luz para eliminarla y no preguntés más nada". Sobre esta afirmación, Leiva contestó: "Esto sale coyunturalmente con una versión de alguien que dijo algo que le contaron, con lo cual me parece hasta poco serio.

No le hace bien este tipo de cosas, a la legitimidad de la causa de los Derechos Humanos".
En diálogo con MDZ, Leiva, excandidato a gobernador de la Coalición Cívica, negó incluso haber tenido conocimiento de los secuestros, torturas y asesinatos que ocurrían junto a Tribunales Federales, donde trabajaba como empleado, antes de convertirse en juez.

De todos modos, Leiva mantiene una posición ambigua: es amigo personal de Otilio Romano, y fue citado como testigo por el abogado de Luis Miret, ambos detenidos por delitos de lesa humanidad.

"Es porque yo trabajé algún tiempo corto en aquella época junto a él", justificó. Consultado sobre la responsabilidad de ambos magistrados durante la dictadura, Leiva respondió: "Es un tema que está en mano de Tribunales.

Creo que sobre ellos rige la presunción de inocencia hasta que se demuestre lo contrario. No sé cómo evoluciona la causa".

Qué dijo el testigo
En su momento, las amigas de Bonoldi realizaron una intensa búsqueda de la mujer desaparecida.

En este marco, el hermano de una de ellas trabajaba en Tribunales Federales y habría mantenido una charla con Leiva. Se trata de Jorge Simoni, quien le habría contado a su hermana que un empleado de Tribunales, a quien identificó como Luis Leiva, le habría dicho sobre Bonoldi:

"Están esperando que dé a luz para eliminarla y no preguntés más nada". "Este hombre averiguó en Tribunales Federales y una persona que él identifica como Luis Leiva dijo 'están esperando que dé a luz para eliminarla y no preguntes más nada'", dijo Nino Bonoldi.
En diálogo con Radio Nacional, Bonoldi dijo que "esto ha sido declarado en la Fiscalía de Delitos de Lesa Humanidad. La Justicia cuenta con todos los datos para llevar adelante esta investigación".

"Esto demuestra que en Tribunales Federales estaban en conocimiento, al menos, del destino de algunos detenidos-desaparecidos", concluyó. Leiva fue vinculado en 2011 con el exjuez Otilio Romano, detenido por crímenes de lesa humanidad.

El propio Leiva contó que lo acompañó a Chile cuando Romano decidió "escapar" de la Justicia argentina.
Fuente:MDZ

MIGUEL ETCHECOLATZ RECLAMA QUE LE GARANTICEN EL SERVICIO DE PELUQUERIA Y PEDICURIA.

MIGUEL ETCHECOLATZ RECLAMA QUE LE GARANTICEN EL SERVICIO DE PELUQUERIA Y PEDICURIA
Un hábeas corpus por el pelo y las uñas
El represor, uno de los que más condenas acumula por sus crímenes de lesa humanidad, redactó la presentación de puño y letra. Se queja de que no tiene peluquero ni pedicuro y argumenta que el pelo largo “vulnera el resguardo de higiene”.
El represor Miguel Osvaldo Etchecolatz suma cinco condenas por delitos de lesa humanidad.Imagen: Joaquín Salguero
El ex comisario Miguel Osvaldo Etchecolatz reclama un peluquero. El ex director de Investigaciones de la Policía de la Provincia de Buenos Aires, que suma cinco condenas por delitos de lesa humanidad, redactó de puño y letra un recurso de hábeas corpus para que el Servicio Penitenciario Federal le garantice “servicio de peluquería y pedicuría”. 

Cuatro días después el juez federal de Lomas de Zamora, Alberto Santa Marina, le concedió una audiencia por videoconferencia desde el penal de Ezeiza y tomó nota del reclamo, que transmitió al Tribunal Oral Federal 1 de La Plata y al juez federal Daniel Rafecas, quien instruye causas por las que Etchecolatz podrá seguir acumulando condenas hasta el final de sus días.

La carta de quien fuera mano derecha del ex coronel Ramón Camps durante el terrorismo de Estado data del jueves pasado. Etchecolatz explica que recurre al hábeas corpus una vez “agotadas las gestiones tendientes a lograr el concurso de un peluquero sin obtener a la fecha resolución alguna, pese a la comunicación que con fecha 6 del corriente cursara al Complejo el Tribunal Oral Federal 1 de La Plata”. El pelo largo “vulnera el resguardo de higiene”, agrega. Concluye con el tradicional “Será Justicia” y firma como “Prisionero de guerra”.

El lunes a primera hora el juez Santa Marina ordenó que el represor fuera trasladado a la sala de audiencias del penal. Menos de dos horas después, Etchecolatz apareció del otro lado de la pantalla y se explayó ante el magistrado. Según el acta, “hace un tiempo que viene solicitando un peluquero y un pedicuro, pero le dicen que no hay obligación por parte del Servicio Penitenciario de prestar ese servicio”. El 6 de julio el tribunal platense “puso en conocimiento de la unidad que se le debía ofrecer el servicio de un peluquero, pero no hicieron nada”, aseguró. “Nadie da una respuesta”, se quejó el policía que supo regentear el mayor circuito represivo de la Argentina durante la última dictadura. Pidió que se le hiciera saber al tribunal y a Rafecas del pedido “para que intercedan” y le notifiquen lo que resuelvan. Cerrada la audiencia, el juez Santa Marina dio por desistida la acción de hábeas corpus y trasladó el pedido a los destinatarios requeridos por el ex policía.

Etchecolatz es detrás de los ex generales Luciano Menéndez y Santiago Riveros uno de los represores que más condenas acumula por su actuación durante la dictadura. En diciembre de 1986 la Cámara Federal que había juzgado a los ex comandantes lo condenó a 23 años de prisión en un juicio que compartió con los generales Ramón Camps y Ovidio Richieri y con los policías Jorge Bergés y Norberto Cozzani. Seis meses después, en línea con el dictamen del procurador Juan Octavio Gauna, la Corte Suprema de Justicia declararía constitucional la ley de obediencia debida, que le permitiría a Etchecolatz y a los dos polícías recuperar la libertad.

En 2004 Etchecolatz y Bergés se convirtieron en los primeros represores condenados por la supresión de identidad de una hija de desaparecidos sin haber sido apropiadores directos. El Tribunal Oral Federal 1 de La Plata lo condenó a siete años de prisión por el caso de la hija de Aída Sanz y Eduardo Gallo. Dos años después, tras la anulación de las leyes de impunidad, el mismo tribunal lo condenó a prisión perpetua por secuestros, tormentos y homicidios calificados. En 2012 recibió su segunda sentencia a reclusión perpetua por quince homicidios calificados, y en octubre pasado la tercera, por delitos de lesa humanidad en el centro clandestino La Cacha.
Fuente:Pagina12