19 de agosto de 2015

BRASIL - DIFUSIÓN.

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:
Att,
Jair Krischke - Presidente
Movimento de Justiça e Direitos Humanos

49 ANOS DO CASO DAS MÃOS AMARRADAS
ASSASSINATO DO SARG. MANOEL RAIMUNDO SOARES


QUARTA-FEIRA, DIA 12/08
“DIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS”
FOI INAUGURADA PLACA NO LOCAL ONDE FUNCIONOU O “DOPINHO”
A placa tem o seguinte texto: 
MARCAS DA MEMÓRIA
DOPINHO
Primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul.
No numero 600 da Rua Santo Antônio, funcionou estrutura paramilitar para sequestro, interrogatório, tortura e extermínio de pessoas ordenados pelo regime militar de 1964.
O major Luiz Carlos Menna Barreto comandou o terror praticado por 28 militares, policiais, agentes do Dops e civis, até que apareceu no Guaíba, o corpo com as mãos amarradas  de Manoel Raimundo Soares, que suportou 152 dias de tortura, inclusive no casarão.
Em 1966, com paredes manchadas de sangue, o Dopinho foi desativado e os crimes ali cometidos ficaram impunes.

Quarta placa do projeto Marcas da Memória é colocada no Dopinho

12/08/2015 17:22:52

Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
Casa na rua Santo Antônio foi primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul
A quarta placa do projeto Marcas da Memória, que identifica locais onde houve tortura na época da ditadura, foi afixada nesta quarta-feira, 12. Localizada na rua Santo Antônio, 600, onde funcionou o chamado Dopinho, a casa teve afixada, na calçada em frente, uma placa com a informação de se tratar ali do primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul. A ação é uma iniciativa do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e da Prefeitura de Porto Alegre.

O descerramento foi realizado nesta quarta, por ser uma alusão ao Dia Nacional dos Direitos Humanos e, também, aos 49 anos do assassinato do sargento Manoel Raimundo Soares, que ficou conhecido no ‘Caso das mãos amarradas’. Soares passou por 152 dias de tortura, inclusive no casarão, e seu corpo foi encontrado no Guaíba. 

No local, segundo o presidente do MJDH, Jair Krischke, as torturas eram realizadas com música alta, para que os vizinhos não ouvissem. Quando o casarão foi desativado, lembrou Krischke, as paredes estavam todas manchadas de sangue. “Muitos tentam colocar a memória no congelador. Há quem se recorde e há quem se esqueça. Entre esses, os que foram benficiados com a ditadura, de alguma forma”, observou. O presidente também fez uma alusão ao procurador de Justiça Paulo Cláudio Tovo, homenageando-o por ter sido o primeiro a investigar o uso da casa para fins criminosos, e que atuou na vara do júri durante o caso das mãos amarradas. 

O secretário de Direitos Humanos, Luciano Marcantônio, destacou a importância do projeto Marcas da Memória, para que a ditadura não mais se repita. “É um orgulho para a prefeitura ser parceira nesse projeto. É um momento de nos lembrarmos de que muitos morreram na defesa da democracia”, ressaltou. 

A afixação da placa também foi acompanhada pelo neto de João Goulart, Christopher Goulart, e por diversos presos políticos dos quadros da Brigada Militar e do Exército. Entre eles, o ex-militar e companheiro do sargento Soares, Jacques D’Ornellas.  

Texto da placa - Na placa, pode ser lido: "Primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul. No numero 600 da rua Santo Antônio, funcionou estrutura paramilitar para sequestro, interrogatório, tortura e extermínio de pessoas ordenados pelo regime militar de 1964. O major Luiz Carlos Menna Barreto comandou o terror praticado por 28 militares, policiais, agentes do Dops e civis, até que apareceu no Guaíba o corpo com as mãos amarradas de Manoel Raimundo Soares, que suportou 152 dias de tortura, inclusive no casarão. Em 1966, com paredes manchadas de sangue, o Dopinho foi desativado e os crimes ali cometidos ficaram impunes".

Sobre o projeto - O projeto Marcas da Memória se propõe a formar a denominada cultura material de desvendamento da repressão, assinalando na paisagem urbana da cidade de Porto Alegre locais que tenham servido como prisões ou centros de detenção, de tortura e de desaparecimentos de pessoas, tornando público que ali aconteceram graves violações aos direitos humanos. Já foram identificados o Palácio da Polícia, onde funcionou o antigo Dops, a Escola Paulo Gama e Praça Raul Pilla.
Texto de: Caren Mello - Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Descrição: Descrição: Descrição: http://jcrs.uol.com.br/_img/header13/jc2.png
Porto Alegre, quinta-feira, 13 de agosto de 2015.
DIREITOS HUMANOS 
Dopinha passa a integrar projeto Marcas da Memória
Houve atrito entre proprietários do imóvel e prefeitura da Capital
Lívia Araújo
IVO GONÇALVES/PMPA/JC

Local é o quarto identificado por violações no período da ditadura
Foi descerrada ontem, na calçada em frente ao nº 600 da rua Santo Antônio, a placa que identifica o casarão que abrigou o Dopinho, centro clandestino de repressão e tortura que funcionou entre 1964 e 1966, durante o regime militar. A placa é a quarta instalada pelo projeto Marcas da Memória, que identifica locais onde houve violações aos direitos humanos na época da ditadura.

A data de ontem, 12 de agosto, foi escolhida em alusão ao Dia Nacional dos Direitos Humanos e, também, ao assassinato do sargento Manoel Raimundo Soares, detido e torturado por agentes da repressão por 152 dias. Seu corpo foi encontrado no Guaíba em 1966, fato que teve grande repercussão na época e ficou conhecido como o "caso das mãos amarradas".

Participaram da cerimônia o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, um dos responsáveis pelo projeto, junto com a Prefeitura de Porto Alegre, além do neto do ex-presidente João Goulart, Christopher Goulart, e diversos ex-presos políticos da Brigada Militar e do exército, entre eles um ex-colega de Soares, o ex-militar Jacques D’Ornellas.

Antes da afixação da placa por funcionários da prefeitura, houve resistência por parte de funcionários e proprietários do imóvel, que tentaram impedir a colocação da placa. A inscrição completa diz: "Primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul. No número 600 da rua Santo Antônio, funcionou estrutura paramilitar para sequestro, interrogatório, tortura e extermínio de pessoas ordenados pelo regime militar de 1964. O major Luiz Carlos Menna Barreto comandou o terror praticado por 28 militares, policiais, agentes do Dops e civis, até que apareceu no Guaíba o corpo com as mãos amarradas de Manoel Raimundo Soares, que suportou 152 dias de tortura, inclusive no casarão. Em 1966, com paredes manchadas de sangue, o Dopinha foi desativado e os crimes ali cometidos ficaram impunes".

Na cerimônia, o presidente do MJDH também prestou homenagem ao procurador de Justiça Paulo Cláudio Tovo, que, à época, foi o primeiro a investigar o uso da casa para fins criminosos. "Ele foi um homem digno e de coragem em um tempo em que as pessoas tinham pavor do regime, e esta coragem prejudicou toda a sua carreira", disse Krischke. Também ressaltou que a importância desse tipo de iniciativa é a existência de um resgate histórico visual para a população. "Não temos o hábito de ler, mas as pessoas são atraídas ao ver uma placa no chão. Precisamos fazer isso, porque a maior parte dos brasileiros de hoje não era nascida naquela época e não sabe o que aconteceu em locais que ficam dentro de Porto Alegre."

Além do Dopinho, o projeto Marcas da Memória já havia instalado outras três placas: no Palácio da Política, onde funcionou o antigo Dops, na Escola Paulo Gama e na praça Raul Pilla. Ao todo, há 22 locais em Porto Alegre inclusos na pesquisa. Um dos próximos lugares a receber a inscrição, segundo Krischke, é o local que abriga a atual sede da Fase, na avenida Padre Cacique. "Em 1964, várias pessoas foram levadas presas, como o recém-empossado prefeito Sereno Chaise, que era ligado ao Leonel Brizola. Foi um local de repressão sobre o qual poucos sabem."

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·       Porto Alegre, quinta-feira, 13 de agosto de 2015.
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Casarão em Porto Alegre é identificado como primeiro centro clandestino de tortura no Cone Sul

Primeiro centro clandestino de detenção do Cone Sul foi identificado na rua Santo Antônio na Capital | Foto: Lucas Rivas / Especial / CP

O imóvel que sediou, em Porto Alegre, o primeiro centro clandestino de detenção empregado pela Ditadura Militar do Cone Sul foi identificado oficialmente, nesta quarta-feira, pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) do Rio Grande do Sul.

A calçada em frente ao casarão da rua Santo Antônio, número 600, no bairro Bom Fim, recebeu, às 15h, uma placa de mármore do projeto Marcas da Memória. A estrutura ficou conhecida pelo codinome de “Dopinho”, em função da prática de interrogatórios, tortura e extermínio de pessoas.

Conforme o presidente do Movimento, Jair Krischke, o local foi utilizado pelo regime ditatorial entre 1964 e setembro de 1966. Caracterizado pela utilização do método de tortura inglesa, o Dopinho tinha as paredes manchadas de sangue, relembra Krischke. “Aqui se aplicava muito as técnicas inglesas de tortura, com música alta, escuridão para as pessoas perderem a noção do tempo. Deixavam as vítimas com calor e frio para depois bater. Assim, sem ninguém te tocar o dedo, as vítimas já estavam quebradas”, salienta.

O local parou de funcionar depois que o corpo do ex-sargento Manoel Raimundo Soares foi encontrado, em setembro de 1966. Contrário ao golpe militar, Soares foi barbaramente torturado no casarão por 28 militares e agentes da segurança, durante 152 dias, a mando do major Luiz Carlos Menna Barreto. O corpo foi encontrado com as mãos amarradas, nas águas do Guaíba.

O Dopinho foi a quarta unidade identificada como estrutura utilizada para a prática de crimes cometidos pela Ditadura Militar em Porto Alegre. Os demais foram o Palácio da Polícia, que sediou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no bairro Azenha; a Praça Dr. Raul Pilla, onde havia o Quartel da Polícia do Exército, no Centro, e o antigo Presídio Militar Especial, hoje sede do Colégio Paulo Gama, no bairro Partenon, na zona Leste. Ao todo, Movimento já identificou 22 unidades utilizadas pela Ditadura na Capital.

O casarão na rua Santo Antonio pertence a um proprietário privado, mas a Prefeitura de Porto Alegre já iniciou tratativas para adquirir a residência. A meta é construir um memorial sobre os chamados Anos de Chumbo, assegurou o secretário Municipal dos Direitos Humanos, Luciano Marcantonio. Durante a manhã, os proprietários chegaram a colocar tapumes em frente à casa, na calçada, para dificultar os trabalhos da Prefeitura, lamentou Krischke.

 12/ago/2015, 16h45min

Instalação de placa no Dopinha é marcada por resistência

No prédio funcionou um centro clandestino durante a ditadura militar | Foto: Elena Romanov / Especial Sul21
Da Redação
O Dia Nacional dos Direitos Humanos, comemorado nesta quarta-feira (12), foi marcado em Porto Alegre pela cerimônia de descerramento da placa do Dopinho.
. O prédio, localizado na Rua Santo Antônio, 600, bairro Bom Fim, funcionou como um centro clandestino de tortura durante a ditadura militar e deve ser transformado em um centro de memória.  O evento foi promovido pelo Movimento de Justiça e dos Direitos Humanos e pela prefeitura da Capital, e integra o projeto Marcas da Memória.
Envío:Sara Waitman

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